O Monte das Oliveiras Está se Abrindo? o que a Ciência Diz

Dez 2025
Tempo de estudo | 22 minutos
Atualizado em 12/01/2026
Atualidades
O Monte das Oliveiras Está se Abrindo? o que a Ciência Diz

O Monte das Oliveiras é um dos lugares mais sagrados e teologicamente significativos de toda a Bíblia. Localizado a leste de Jerusalém, separado da Cidade Santa apenas pelo Vale do Cedrom, ele é palco de acontecimentos decisivos nas Escrituras: a ascensão de Jesus (At 1:9-12), discursos proféticos (Mt 24), o retorno futuro do Messias (Zc 14:4) e inúmeras cenas da história de Israel.

Nos últimos anos, surgiram vídeos, relatos e notícias afirmando que o Monte das Oliveiras estaria “se abrindo”, “rachando” ou apresentando fissuras — alguns sugerindo que isso seria um cumprimento profético direto de Zacarias 14, que anuncia que o monte se fenderá ao meio no Dia do Senhor.

Entre esses conteúdos está o vídeo amplamente compartilhado pela missionária Aline em Israel (ver vídeo), no qual ela mostra estruturas, aberturas e formações geológicas que parecem indicar movimentação no terreno.

Mas afinal: o Monte das Oliveiras está realmente se abrindo? Isso tem fundamento científico? É cumprimento profético? Ou existe uma explicação natural e histórica para o que está sendo observado?

Para responder com profundidade, este estudo combina:

  • dados bíblicos e teológicos,
  • pesquisa arqueológica,
  • estudos geológicos acadêmicos, incluindo o relatório Earthquake Risk and Slope Stability in Jerusalem, de Wachs e Levitte[1],
  • evidências atuais presentes em vídeos e relatos locais,
  • a história sísmica documentada da região de Jerusalém.

O objetivo não é especular, mas fornecer a melhor análise enciclopédica possível com base em Escritura, ciência e fatos observáveis.

Onde Fica o Monte das Oliveiras?

O Monte das Oliveiras forma uma cadeia de colinas a leste de Jerusalém, atingindo cerca de 820 metros acima do nível do mar. Ele faz fronteira com:

  • ao oeste: o Vale do Cedrom,
  • ao leste: a região de Betânia,
  • ao sul: o Monte Sião e o Hinnom,
  • ao norte: o Monte Scopus.

Sua formação geológica é composta principalmente por camadas de calcário e dolomita — rochas relativamente porosas e fissuráveis, que ao longo dos séculos sofreram erosão natural, atividade sísmica e intervenção humana. Essa característica mineral será fundamental para entender se ele está “se abrindo”.

A Importância Bíblica do Monte das Oliveiras

A Bíblia menciona o Monte das Oliveiras de maneira contínua através de diferentes períodos:

  • Período davídico: Davi sobe pelo monte ao fugir de Absalão (2Sm 15:30).
  • Profetas: Zacarias anuncia que o monte se fenderá no Dia do Senhor (Zc 14:4).
  • Jesus: lugar do Sermão Profético (Mt 24–25).
  • Getsemani: local de oração antes da crucificação.
  • Ascensão: Jesus sobe ao céu a partir do monte (At 1:9-12).

Zacarias 14:4 é a passagem mais importante para este debate:

“Naquele dia estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras... e o Monte das Oliveiras se fenderá pelo meio, ao oriente e ao ocidente, formando um vale muito grande.”

Aqui nasce a pergunta moderna: se a profecia diz que o monte se abrirá, as rachaduras ou movimentações atuais indicam que isso está começando agora?

O Que Está Sendo Mostrado no Vídeo da Aline (Israel)?

No vídeo gravado pela Aline, podemos observar:

  • fissuras superficiais no solo,
  • degraus e estruturas antigas deslocadas,
  • aberturas e buracos na encosta,
  • erosão aparente em camadas de calcário,
  • possíveis cavidades internas expostas.

O vídeo tem grande impacto visual e imediatamente sugere a muitos espectadores que algo profético pode estar ocorrendo. No entanto, para interpretar corretamente o que se vê, é necessário entender a estrutura geológica e histórica do Monte das Oliveiras.

E é aqui que entra a ciência — especialmente o estudo geológico de Wachs & Levitte[1], que analisou diretamente:

  • a estabilidade estrutural do Monte das Oliveiras,
  • a presença de falhas geológicas,
  • o risco sísmico real da região,
  • o comportamento das camadas de calcário sob tensão,
  • o risco de escorregamentos e rupturas.

A Profecia de Zacarias 14: Abertura Física ou Simbólica?

A interpretação mais natural e direta de Zacarias 14 é literal: o Monte das Oliveiras se abrirá fisicamente no Dia do Senhor.

A linguagem do texto não indica metáfora, mas um evento geográfico concreto:

  • ocorre em um local específico,
  • tem direção definida (oriente–ocidente),
  • produz um vale,
  • muda a topografia da região.

Ao mesmo tempo, a Bíblia não ensina que fissuras anteriores seriam “preparação” da profecia. Ela descreve um ato súbito, cataclísmico, sobrenatural — não um processo gradual.

Mas isso não impede que fatores geológicos existentes hoje como falhas tectônicas possam um dia ser o palco físico para o cumprimento da profecia. De fato, é exatamente isso que muitos especialistas sugerem.

O Que a Geologia Real Diz Sobre o Monte das Oliveiras?

O estudo acadêmico Earthquake Risk and Slope Stability in Jerusalem demonstra que o subsolo do Monte das Oliveiras apresenta:

  • camadas frágeis de calcário e dolomita,
  • presença de zonas de falha geológica,
  • histórico de atividade sísmica significativa,
  • instabilidade de taludes,
  • risco de rupturas repentinas em caso de terremoto.

Essas informações são extremamente relevantes porque:

  • explicam porque existem rachaduras e deslocamentos visíveis no monte,
  • confirmam que o terreno é naturalmente instável,
  • mostram que uma grande ruptura é cientificamente possível,
  • embora não signifique que esteja acontecendo agora.

Ou seja: há base geológica real que permite a abertura do monte — mas não há evidência científica de que isso esteja ocorrendo neste momento.

A geologia confirma a possibilidade, mas não a ocorrência.

A profecia anuncia o evento final, mas não prevê “rachaduras prévias”.

Para entender se as atuais mudanças visíveis podem ser parte de um processo maior, precisamos aprofundar a análise geológica e histórica — o que faremos na próxima parte.

O debate sobre se o Monte das Oliveiras está se abrindo exige uma integração séria entre Bíblia e ciência. O vídeo da Aline mostra estruturas reais e fenômenos geológicos genuínos, mas sua interpretação depende de compreender:

  • as características naturais do monte,
  • a história sísmica da região,
  • a natureza da profecia de Zacarias,
  • os estudos científicos sobre instabilidade do solo.

Até aqui, a evidência indica que:

O monte possui instabilidade documentada, fissuras naturais e risco sísmico real — mas ainda não há sinal científico de uma abertura catastrófica em andamento.

Na Parte 2, examinaremos:

  • a estrutura interna do Monte das Oliveiras,
  • falhas geológicas detalhadas,
  • a história de terremotos que já afetaram Jerusalém,
  • como isso afeta a estabilidade do monte hoje.

Compreendendo o Subsolo do Monte das Oliveiras: Calcário, Fissuras e Instabilidade Natural

Para entender se o Monte das Oliveiras pode “se abrir” — e se o que vemos hoje é parte desse processo — precisamos examinar a estrutura geológica da região. O Monte das Oliveiras é formado principalmente por calcário e dolomita, rochas sedimentares porosas que desenvolvem facilmente:

  • fissuras,
  • fraturas,
  • colapsos internos,
  • cavidades subterrâneas,
  • erosão acelerada por infiltração de água.

Essas características são normais em zonas cársticas e explicam por que o monte apresenta aberturas e buracos naturais há séculos. O estudo de Wachs e Levitte[1] demonstra que:

“O calcário da encosta leste de Jerusalém apresenta alta fraturação, permeabilidade acentuada e múltiplas zonas de instabilidade que podem ser ativadas por atividade sísmica ou por erosão contínua.”

A frase já aponta que o terreno é estruturalmente predisposto à movimentação — algo essencial ao nosso tema.

Linhas de Falha Geológica Próximas ao Monte das Oliveiras

Jerusalém está localizada relativamente próxima da Falha do Vale do Jordão, parte do grande sistema tectônico do Rift Sírio-Africano. Essa falha é uma das maiores estruturas tectônicas da região e historicamente produziu:

  • terremotos frequentes,
  • deformações no subsolo,
  • instabilidades de encostas,
  • rupturas superficiais em cidades próximas.

O estudo científico destaca que Jerusalém, embora não esteja sobre a falha principal, é diretamente afetada pelas ondas sísmicas profundas e pelos esforços tectônicos regionais[1].

É por isso que o Monte das Oliveiras, mesmo sem um grande terremoto recente, apresenta comportamento de:

  • microfraturas,
  • movimentação lenta (creeping),
  • erosão interna por infiltração,
  • abertura de cavidades subterrâneas.

Mas nada disso indica — até agora — que o monte esteja “se abrindo em duas partes”.

Instabilidade de Encostas: O Que a Ciência Mostra Sobre o Monte das Oliveiras

O estudo de Wachs e Levitte oferece um panorama alarmante, porém claro: as encostas que cercam Jerusalém, incluindo o Monte das Oliveiras, possuem instabilidade natural significativa.

Entre os fatores apontados estão:

  • fraturas profundas na camada de calcário,
  • inclinações íngremes favoráveis a deslizamentos,
  • lençóis freáticos que corroem o interior das rochas,
  • erosão acelerada por chuvas e esgoto antigo,
  • construções históricas que alteraram a distribuição de peso no solo.

Segundo o relatório:

“A combinação de fraturamento natural, erosão interna e pressão lateral cria zonas suscetíveis a ruptura súbita ao longo das encostas orientais de Jerusalém.”

Ou seja, **o solo do Monte das Oliveiras já é, por natureza, sujeito a movimentos internos**, o que pode gerar:

  • fendas aparentes à superfície,
  • aberturas em muros e fundações,
  • pequenos deslocamentos de camadas,
  • colapsos isolados.

Isso explica boa parte do que o vídeo recente apresenta.

História Sísmica de Jerusalém: Terremotos Que Já Afetaram o Monte

A região de Jerusalém possui um histórico sísmico documentado que remonta a milhares de anos. Fontes bíblicas, históricas e arqueológicas registram vários terremotos significativos:

  • c. 750 a.C. — Terremoto nos dias de Uzias (Am 1:1; Zc 14:5).
  • 31 a.C. — Grande terremoto registrado por Josefo.
  • 363 d.C. — Terremoto que afetou estruturas em toda a Judeia.
  • 1033 d.C. — Abalou o Monte das Oliveiras e afetou Jerusalém.
  • 1927 — Magnitude estimada em 6.2; um dos mais fortes dos tempos modernos.

Cada um desses terremotos produziu:

  • rupturas no subsolo,
  • deslocamentos de camadas rochosas,
  • danos superficiais ainda visíveis hoje.

O estudo enviado afirma:

“Eventos sísmicos passados deixaram cicatrizes estruturais que continuam a influenciar a estabilidade das encostas. Essas cicatrizes podem ser reativadas por fatores menores, como erosão ou umidade excessiva.”

Isso significa que fissuras vistas hoje podem ser:

  • remanescências de terremotos antigos,
  • fissuras expostas por erosão moderna,
  • reações do terreno a mudanças de carga estrutural,
  • manifestação de falhas internas que vêm se expandindo lentamente.

Mas até o momento, não existem evidências científicas que indiquem que uma ruptura maciça transversal está em andamento, como a profecia descreve.

O Papel das Cavidades Internas e Túneis Antigos

Outro elemento crucial para entender o comportamento do Monte das Oliveiras é a presença de:

  • túneis escavados desde o período do Segundo Templo,
  • catacumbas judaicas,
  • sistemas hidrológicos antigos,
  • canais subterrâneos de drenagem,
  • sepulturas escavadas na rocha.

A região é repleta de cavidades artificiais, muitas delas localizadas exatamente sob áreas que hoje exibem rebaixamentos e depressões visíveis em registros modernos.

Essas cavidades:

  • enfraquecem a sustentação natural,
  • aceleram o colapso de camadas,
  • ampliam fissuras superficiais.

Isso explica, por exemplo, por que degraus antigos, muros de contenção e caminhos mostram rachaduras inclinadas e deslocamentos longitudinais — exatamente como o vídeo da Aline capturou.

Após analisar a geologia profunda, as falhas tectônicas e a história sísmica da região, podemos afirmar:

Sim — o Monte das Oliveiras é geologicamente vulnerável, instável e propenso a fissuras. Não — não há qualquer evidência de que ele esteja “se abrindo ao meio” neste momento.

O que vemos nas imagens modernas são:

  • fissuras normais para o tipo de rocha,
  • erosão superficial,
  • afundamentos causados por cavidades internas,
  • sinais de instabilidade natural.

Nada disso, até agora, constitui o evento profético de Zacarias 14 que será repentino, global e sobrenatural.

A Profecia de Zacarias 14: Um Evento Geográfico Real ou Simbólico?

Zacarias 14:4 afirma que, no Dia do Senhor, os pés do Messias tocarão o Monte das Oliveiras e ele se fenderá ao meio de leste a oeste, criando um enorme vale. A linguagem do texto é concreta:

“E o Monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande.”

A descrição não dá margem a simbolismo poético. Ela inclui:

  • localização precisa,
  • direção do rompimento,
  • resultado geográfico (um vale),
  • efeito sobre a população (fuga através do vale).

Teologicamente, isso aponta para um evento literal — um estremecimento catastrófico que altera a geografia de Jerusalém. Mas a pergunta moderna é: a geologia permite um evento desse tipo?

Existe Uma Linha de Falha Onde Zacarias Diz Que o Monte Será Aberto?

Pesquisas geológicas e mapeamentos modernos demonstram que há linhas de fraqueza natural que cruzam o Monte das Oliveiras, incluindo:

  • fraturas longitudinais profundas,
  • zonas de cisalhamento no calcário,
  • cavidades internas alongadas,
  • encaixes estruturais que seguem o eixo leste-oeste.

O estudo de Wachs e Levitte[1] não menciona “a falha profética”, mas revela algo extremamente relevante:

“A orientação predominante das zonas frágeis nas colinas orientais de Jerusalém é leste-oeste.

Essa é exatamente a direção mencionada em Zacarias 14.

Embora isso não prove que a profecia esteja começando agora, demonstra que a geologia da região é compatível com um evento de ruptura transversal.

A Ciência Pode Explicar a Futuro Ruptura do Monte?

A resposta é: parcialmente.

A ciência consegue explicar:

  • o comportamento fraturado do calcário,
  • a instabilidade das encostas,
  • a ação de terremotos na região,
  • a existência de cavidades internas,
  • a probabilidade de colapsos locais.

Mas a profecia descreve um evento:

  • abrupto,
  • massivo,
  • instantâneo,
  • envolvendo a presença divina.

A ciência não pode prever um evento sobrenatural, mas confirma que o Monte das Oliveiras é estruturalmente capaz de sofrer uma ruptura de grande escala.

Ou seja:
A Bíblia não exige um processo geológico prévio; mas a geologia fornece as condições físicas para que a profecia de Zacarias 14 seja literal.

O Papel dos Terremotos Históricos na Formação Atual do Monte

Jerusalém sofreu diversos terremotos grandes ao longo da história, alguns registrados tanto na Bíblia quanto por historiadores:

  • O terremoto de Uzias (c. 750 a.C.) — citado em Amós 1:1 e Zacarias 14:5.
  • O terremoto de 31 a.C. — descrito por Flávio Josefo; afetou severamente Jericó e a Judeia.
  • O terremoto bizantino de 363 d.C. — destruiu muitas construções em Jerusalém.
  • O terremoto de 1033 d.C. — causou colapsos no Monte das Oliveiras.
  • O terremoto de 1927 — magnitude 6.2; danos importantes na região.

Cada um desses eventos deixou:

  • fissuras profundas,
  • zonas de fraqueza,
  • acúmulo de tensões subterrâneas,
  • movimentação de camadas rochosas.

A geologia moderna afirma que tensões tectônicas acumulam energia ao longo de séculos até que sejam liberadas. Essa energia pode resultar em:

  • terremotos modestos,
  • rupturas superficiais,
  • ou um grande evento sísmico.

Assim, um dia, Jerusalém certamente enfrentará outro terremoto. E se esse terremoto coincidir com o evento descrito por Zacarias, o Monte das Oliveiras já possui a estrutura necessária para uma ruptura dramática.

O Vídeo da Aline: O Que Pode Indicar Cientificamente?

No vídeo gravado em Israel, Aline mostra:

  • fendas no solo,
  • pedras deslocadas,
  • erosão evidente,
  • cavidades expostas,
  • degraus inclinados,
  • muros afastados por pressão interna.

Do ponto de vista geológico, isso pode indicar:

  • instabilidade superficial (solo vencendo a erosão),
  • desgaste de calcário por água subterrânea,
  • colapso de cavidades antigas,
  • microdeslizamentos de encosta,
  • sedimentos que se moveram após chuvas fortes.

Nada ali indica uma ruptura transversal de grande escala. Porém, indica um fato importante:

O Monte das Oliveiras está ativo geologicamente — não parado.

E isso faz com que fissuras possam aparecer, aumentar, diminuir e reaparecer em diferentes pontos ao longo dos anos.

Existe Algum Sinal Real de Que a Profecia Está Começando Agora?

A resposta técnica é:
não há evidência científica de que uma fenda transversal esteja se formando agora.

A resposta teológica é:
a profecia não prevê etapas — ela descreve um evento repentino e final.

A ruptura do Monte das Oliveiras será:

  • instantânea,
  • globalmente perceptível,
  • relacionada à vinda do Messias,
  • acompanhada de juízo divino,
  • e não apenas resultado de erosão ou desgaste natural.

Portanto, fissuras atuais podem ser sinais de instabilidade geológica — mas não representam o cumprimento progressivo da profecia.

A análise integrada da profecia e da ciência mostra que:

  • Zacarias descreve um evento literal, físico e futuro.
  • A geologia da região é perfeitamente compatível com tal evento.
  • O Monte das Oliveiras possui zonas de fraqueza que podem servir como ponto inicial para uma ruptura real.
  • Mas não existe nenhuma evidência atual de que a “abertura” esteja ocorrendo hoje.

Ou seja:
o terreno está preparado mas a profecia ainda não começou.

Como Seria Fisicamente a Abertura do Monte das Oliveiras?

Se o evento descrito por Zacarias 14 fosse observado com os olhos da ciência moderna, ele envolveria uma ruptura súbita causada por:

  • um deslocamento tectônico de grande escala,
  • um colapso transversal das camadas de calcário,
  • a formação imediata de um vale profundo,
  • liberação massiva de energia sísmica.

A direção indicada pela profecia — oriente-oeste — coincide com a orientação predominante de zonas de fraqueza identificadas no estudo geológico de Jerusalém[1]. Isso significa que, se um terremoto extremo atingisse a região, o Monte das Oliveiras poderia se partir exatamente nessa direção.

Mas a profecia descreve algo maior do que um terremoto: a presença do próprio Messias causando o rompimento.

Esse detalhe teológico diferencia:

  • um processo natural (fissuras, erosão, microdeslizamentos),
  • de um evento escatológico único (a fenda maciça repentina).

Qual Seria o Impacto Dessa Abertura na Geografia de Jerusalém?

A ruptura do Monte das Oliveiras criaria um vale novo ligando leste e oeste. Geologicamente, isso resultaria em:

  • colapso de grandes porções da encosta,
  • deformação imediata de estradas e estruturas,
  • mudança no fluxo das águas subterrâneas,
  • alteração do traçado atual do Vale do Cedrom.

Zacarias 14 afirma que:

“Vocês fugirão pelo vale dos meus montes.”

Isso implica um cenário em que:

  • o vale recém-formado será largo e profundo,
  • ele se tornará uma rota de escape natural,
  • sua criação será instantânea,
  • a cidade será drasticamente afetada por esse evento.

Do ponto de vista da defesa moderna, um vale abrindo no centro da zona leste de Jerusalém causaria:

  • ruptura de vias principais,
  • colapso parcial de cemitérios e estruturas históricas,
  • risco para o bairro do Monte Scopus,
  • impacto direto no fluxo turístico e religioso.

O Monte das Oliveiras Pode Realmente Rachar No Futuro?

Sim — e isso é reconhecido tanto pelos geólogos quanto pelos teólogos (em perspectivas diferentes).

Cientificamente: O Monte das Oliveiras é:

  • poroso,
  • fraturado,
  • sustentado por camadas instáveis,
  • localizado em região de forte atividade sísmica,
  • já afetado por terremotos antigos que fragilizaram sua base.

Se um grande terremoto ocorrer na região, a ruptura de uma parte significativa do monte é totalmente possível[1].

Teologicamente: A Escritura afirma que o monte se abrirá apenas:

  • no Dia do Senhor,
  • no momento da manifestação do Messias,
  • como parte de um juízo global,
  • de forma sobrenatural.

Ou seja: o fato de ser possível não significa que esteja acontecendo agora.

As Rachaduras Atuais São o Início do Cumprimento Profético?

Com base em toda a análise feita até aqui — Bíblia, ciência, geologia e dados modernos — a resposta é clara:

Não. As rachaduras atuais não representam o início da abertura profética do Monte das Oliveiras.

O que está acontecendo é explicado por:

  • erosão natural,
  • fissuras típicas do calcário,
  • colapsos de cavidades internas,
  • movimentos superficiais comuns em encostas antigas,
  • pressão de construções modernas,
  • chuvas intensas e infiltração,
  • terrenos instáveis documentados por estudos científicos.

O evento profético será:

  • subitamente perceptível,
  • globalmente significativo,
  • na presença do Messias,
  • e geograficamente dramático.

O Veredito Final: O Monte das Oliveiras Está se Abrindo?

Depois de analisar:

  • evidências científicas,
  • a geologia de Jerusalém,
  • vídeos recentes incluindo o vídeo da Aline,
  • a profecia bíblica,
  • a história sísmica da região,
  • o comportamento natural do calcário e da dolomita,
  • e as zonas de instabilidade documentadas,

a conclusão enciclopédica é:

O Monte das Oliveiras NÃO está se abrindo agora no sentido profético. Mas ELE POSSUI todas as características geológicas necessárias para se abrir no futuro — exatamente como a Bíblia descreve.

A ciência não está contradizendo a profecia; ela está apenas mostrando que o terreno já carrega as condições estruturais para um rompimento quando o tempo profético chegar.

A União Entre Ciência e Profecia

O mais impressionante de toda esta análise é que:

A profecia de Zacarias 14 descreve algo que, por mais sobrenatural que seja, é totalmente compatível com a geologia real de Jerusalém.

Assim, temos três verdades simultâneas:

  • A profecia é literal.
  • A geologia permite sua realização.
  • O cumprimento não começou.

O Monte das Oliveiras já é um palco preparado não por erosão moderna, mas pela história sísmica, pela estrutura do calcário e pela soberania divina que ordenou a geografia muito antes de Zacarias escrever sua profecia.

João Andrade
João Andrade
Apaixonado pelas histórias bíblicas e um autodidata nos estudos das civilizações e cultura ocidental. Ele é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e utiliza a tecnologia para o Reino de Deus.

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